Tempestade (Letra) – Miatã




LETRA
Tempestade – Miatã

Eu quis me eternizar no tempo
E por isso lutei, e não é que fiquei?!
Mas me diz quantos ficam pelo tempo
E por eles lutei
O rap fala sobre o que memo?
Cês tao temendo, coé menor, tamo só começando
Ensino rap desde os doze ano
E desde os doze eu tô aprendendo
E os dedo já queria tá apontando
Vai vendo, é coisa da infância essa sina
Confundem arrogância com auto estima
Uma hora é Deus, outra hora é Demo
Mundo é um pêndulo, mas as tarântula vão tá sempre com veneno
É meritocraci– porrada da policía
Pelo menos no morro, sem din, podia fiar com a tia
No asfalto é outra company, outra lei
Onde espancam se é mina, comunista ou gay, então nem chia!
Os preto morre todo dia na favela
A tela mostrando Iraque
Os menor fumando crack na FEBEM
Terra de ninguém, várias fac
E se Deus é brasileiro, é claro que o diabo também
Sobra a…

Sensação, sensação, sensação
Sensação que algo bom vai chegar
Sensação, só a sensação já traz forças pra continuar

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Motivação nós tem de sobra
Sangue e suor se misturam
E dão mais força à minha alma só pra contrariar
O passarinho caiu cedo do ninho
Aprendeu atirar e foi assassinar a cobra
Amarga revolta, tio, caligrafia espessa
Sem notas, o bloco de notas foi minha riqueza
Poesia pra acabar com os cão da realeza
Filhos da África, e não de donzela indefesa
Não me julgue, pai, por tentar fazer a diferença
Que eu sou o louco da família já é um consenso
Em vão, afinal até o senso comum cede
E dança ao tom da minha ascensão

Me conte mistérios do mundo, mas
Sei que eu pareço perdido, mas
É que o que eu busco é muito mais
Me deixe dançar mais um pouco mais
Por que eles temem a chuva, pai?
Já se esqueceram de onde cai
Me deixe dançar mais um pouco com a…

Sensação que algo bom vai chegar
Sensação, só a sensação já traz forças pra continuar

Acordei cedo, lavei o rosto e escalei o Olimpo
Mais um dia lindo e normal aqui no submundo
Meus dedos sangram, eu nem mais sinto o corte profundo
Zeus acorda os teus porque nós tamo subindo
Rei Arthur, tomamos o teu trono, pintamos com urucum
Foda-se excalibur, eu sou espada de Ogum
Com chumbo pra caçar esses babaca
E letra pra estourar a cabeça dessas mente fraca
Foi pá-tum e o parceiro tombou
É f*, o tempo limpa, lembra das víbora? Então simbora
É samba, é semba, acendo a vela e a reza é pra cada um que ficou
Acordei cedo, lavei o rosto e escalei o Olimpo
Mais um dia lindo e normal aqui no submundo
Meus dedos sangram, eu nem mais sinto o corte profundo
Zeus acorda os teus porque nós tamo subindo
Rei Arthur, tomamos o teu trono, pintamos com urucum
Foda-se excalibur, eu sou espada de Ogum
Com chumbo pra caçar esses babaca
E letra pra estourar a cabeça dessas mente fraca
Foi pá-tum e o parceiro tombou
É f*, o tempo limpa, lembra das víbora? Então simbora
É samba, é semba, acendo a vela e a reza é pra cada um que ficou
Que a vida é um mistério sem cifra
Dizem que cifrões valem mais do que a alma
Mano, para, pera um pouco
Respira a flora, e sente o som da fauna
O tom do vento
Eu vivo o momento, doutora, na busca da cura
Eu só quero que entenda, senhora
Nossa ligação independe da tua operadora
Sei que é foda aceitar
Afinal a cidade ama tanto essa porra de porre
Os perrengue eu suporto porque…, quer saber?
No fim, eu também amo essa porra!
Sem dinheiro novamente, isso não atrapalha
Broto o corre da lama, é o Diamante de Sumatra
Como Atlas, levo o peso do mundo nas costas
Vira-lata judiado rosna pra quem pede a pata
Não me encosta e nem me ata
Suas transições bancárias são mais sujas que o nome da tua família escravocrata
O rap é minha alforria e minha ata de revolta
Pra minha caneta atrapalhar a volta dos magnatas
Letra, batida, conteúdo e free
Com a meta pra somar na chegada da volta dos MC
Mantendo um só caminho, a postura e a essência
Vinde ascensão, bem-vindo à minha descendência

Sensa-ção, sensa-ção, sensação
Sensação, sensação, sensação, sensação

Tempestade – Miatã